O momento de Zverev, a volta de Federer e palpites para Miami

Parece que o alemão Sascha tem feito amizade com seus fantasmas interiores

Indiscutivelmente um dos mais talentosos e com maior potencial para futuro número 1 do mundo, Alexander Zverev de apenas 23 anos, vem esbarrando em problemas psicológicos principalmente nos últimos 3 anos.

Reconhecido por Federer, Nadal e Djokovic, que afirmam que o alemão já é um gigante, Zverev carregou esse cofre de pressão nas costas e demonstrou em várias ocasiões sentir a pressão e cobrança por resultados que justifiquem esse reconhecimento.

Em 2020, principalmente, observei muito o esforço do alemão nesse verdadeiro combate consigo mesmo e o trabalho que algumas vezes deu certo, também em outras ocasiões onde pude observar o total descontrole mental e emocional de Sascha.

Fica muito perceptível em suas feições quando o fantasma da pressão, começa a atuar. Fica pálido e sem expressão. Foi justamente isso que não vi em Acapulco, no Aberto do Mexico, onde Zverev deslanchou todo seu poderoso arsenal de golpes e na final bateu seu rival Stefanos Tsitsipas, parando a sequência de derrotas que tinha contra o grego.

Logicamente com um pouco mais de maturidade e obviamente com o trabalho mental que tem feito, estão surtindo efeito. Como dizem os filósofos e profetas: A MAIOR VITORIA É CONTRA TI MESMO.

Espero sinceramente que Sascha consiga fazer dessa performance, seu hábito, pois quando o vi jogar pela primeira vez, há uns 4 anos atrás, disse que tinha tudo para ser o futuro número 1 do mundo.

Nova geração

Destaque para mais um incrivelmente italiano talentoso, o jovem Lorenzo Musetti, que tem tudo para despontar. O tenista de apenas 19 anos fez várias vítimas no ATP 500 de Acapulco e caiu somente para Tsitsipas, na semifinal.

Roger is back

Agora escrevendo um pouco do meu jogador favorito, o Grande Mestre dos Magos Roger Federer, que infelizmente vem se aposentando em doses homeopáticas e parece ao que tudo indica, irá aposentar-se nesse ano de 2021.

Com aparições pontuais e postergando seus futuros eventos cada vez mais, penso que tentará seu último Grand Slam em Wimbledon, que na minha opinião, talvez seja o único que tem reais chances de vencer ainda, se estiver em sua melhor forma.

Com rápida aparição em Doha perdendo para o inspirado Nikoloz Basilashvili, vencedor do torneio, Federer com 414 dias sem jogar, mostrou ainda suas incríveis habilidades e se estiver um pouco mais treinado, certamente poderá fazer muito estrago. Vamos aguardar.

Miami sem Big 3

Agora muito triste ver o Miami Open sem Djokovic, Nadal e Federer, onde em muitos anos nos brindaram com fantásticos jogos e finais. Por diferentes motivos, recuperação de lesões, pandemia, mais treino, os 3 desistiram do torneio nos EUA.

São os tempos que estamos vivendo.

Aguardo depois desse caos que estamos passando, que essas novas raízes que estão se fortalecendo, Rublev, Zverev, Medvedev, Tsitsipas, Shapovalov, Sinner e cia, nos brindem pelo menos um pouco mais perto do nível de tênis que os gigantes, hoje seletivos em suas aparições, nos deram o privilégio de suas atuações nos últimos 20 anos.

Meu palpite, no masculino, o título ficará entre Medvedev, Rublev e Zverev.

Que a pandemia ceda com a vacinação em massa e possamos passar a normalidade novamente.

Até a próxima e abraços.

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