A temporada da hegemonia do Big 3 ou Big 4, 5 e 6?

Nas últimas semanas fiquei escutando um monte de comentários que agora o Novak Djokovic ganhará tudo, que está sozinho na frente, etc.

Sinceramente, não acredito nisso.

Do mesmo jeito que o Mestre dos Magos Roger Federer se encontrava outrora no trono, e era o cara a ser batido, vejo o Djoko na mesma posição, mas não está tão à vontade.

Há algum tempo que não assistimos a finais clássicas com o tão comentado Big 3. Temos Thiem, Tsitsipas, Medvedev, Rublev, Khachanov, e tenistas mais novos, como Sinner e outros malucos saindo de qualifying e chegando em semis de Grand Slam, como o russo Karatsev. Vários da nova geração tem obtido vitórias sobre Djoko, Nadal e Federer.

Estou curioso para ver a volta do Fed em Doha, na semana que vem. Penso que a velha tônica que depois de um inverno rigoroso a primavera vem com tudo, está acontecendo no tênis.

Mesmo com todas as dificuldades que estamos tendo para a realização do circuito profissional, estamos vendo uma geração nova de grandes jogadores aparecendo cada vez mais.

Comentei acima sobre Sinner, que em minha opinião num futuro não muito distante, estará lutando pela primeira posição do ranking. Mas e todos os outros jogadores novinhos italianos que estamos conhecendo? Sem falar nos italianos já estabelecidos e sempre talentosos, vide Fognini, Berrettini, Seppi e cia.

Voltando ao assunto dos Big 3, o que estamos vendo é a garotada perdendo o respeito, no bom sentido, pelos mais velhos. Logicamente que podemos ver nas finais de Grand Slams um diferencial, quando um dos Big 3 estão na disputa. Ainda pesa muito o melhor de 5 sets em uma final de GS, contra os grandes.

Mas a grande questão é: Até quando?

Ano passado, vimos Dominic Thiem ganhar o US Open contra Alexander Zverev. No ano anterior, Nadal ganhou do Daniil Medvedev num jogo absurdamente dramático e decidido no quinto set. E nesse AO, Djokovic (olha ele aí outra vez), vencer facilmente Medvedev em sets diretos.

A régua Djokovic, é a marca a ser alcançada, e a garotada está com muita fome de bola.

Gostaria de dar destaque aqui nessa matéria para 2 jogadores nossos que estão demonstrando regularidade em resultados e evoluindo claramente:

Felipe Meligeni, que vem apresentando resultados constantes em simples e duplas. Esse garoto é trabalhador, vem de uma família de tenistas e pé no chão. Torço muito por ele. Conheci o Felipe há muito tempo atrás, ainda pequeno. Garoto muito legal mesmo e vem em franca evolução. Nesse domingo, sagrou-se campeão de duplas no ATP 250 de Córdoba ao lado de Rafael Matos. Grande (e primeira) conquista para ambos!

Luisa Stefani que está um meteoro nas duplas, tendo resultados excelentes, regulares, semana após semana. Nesse final de semana, ficou com o vice-campeonato do WTA 500 de Adelaide, ao lado de Hayley Carter.

Torço também pelo jogador Thiago Wild, garoto que apareceu e começou a crescer rápido, mas se atrapalhou com a pandemia. Espero que volte às vitórias.

Ainda aqui pela América do Sul, esse garoto argentino Juan Manuel Cerundolo, que saiu do quali e foi campeão do Córdoba Open, ATP 250, com apenas 19 anos de idade. Foi sua primeira participação em chave principal de ATP.

Segura a bronca aí!

Big 3, 4, 5 ou 6??????

Abraços e até a próxima!

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