Novak Djokovic e Naomi Osaka triunfantes no US Open

Neste domingo tivemos a confirmação da total recuperação de Nole aos seus melhores dias

Novak Djokovic veio num crescente durante o torneio evoluindo jogo a jogo e respondendo conforme a exigência. A capacidade que o sérvio tem em adaptar-se a situações de jogo impressiona. Conforme o jogo exige ele consegue subir seu nível de jogo. Não consegui entender o por que de Del Potro começar o jogo contra o rival de maneira tão cuidadosa, trocando bolas e esperando Djoko demonstrar a que veio.

Os dois já se conhecem de muitos outros carnavais e Delpo sabe que se ficar nas trocas de bola contra Nole ele só tem a perder. Esperava um Del Potro agressivo desde o começo, mandando no jogo, usando muito seu saque, alternando seus backhands de slice e batidos, procurando criar janelas para atacar e comandar o jogo com seu fulminante forehand. O argentino teve um baixíssimo percentual nos saques ao meio na esquerda de seu adversário no deuce, e ao meio no 15/0 no forehand do adversário. Foram esses tipos de saques que lhe vingaram vários pontos e em momentos importantes na sua caminhada à final. Contra Nole foram inexistentes, simplesmente errou praticamente todos.

Com um Delpo principalmente nas trocas de bola no primeiro set, dando oportunidade para que Nole entrasse em jogo, alimentou a maior característica que o sérvio tem, a consistência nas trocas de bola. Esse tipo de jogo fez com que Djoko no decorrer da partida fosse ganhando cada vez mais confiança e velocidade. Mesmo assim, o tenista de Belgrado sentindo a pressão ficou muito nas cruzadas, não utilizando tanto as trocas de direção, principalmente com seu backhand na paralela, sua melhor bola. A Torre de Tandil por sua vez tentou ser mais agressivo com seu forehand a partir do segundo set, ameaçando Nole, mas errando seu forehand nas horas mais importantes, como em 3 ocasiões que teve para quebrar o saque do campeão.

Depois do alívio em ganhar o segundo set, Djokovic ficou à vontade e mostrou seu melhor na terceira parcial, soltando bem mais seu jogo, inclusive com precisas e inteligentes subidas à rede com ótimos voleios, pegando o argentino várias vezes de surpresa. Merecidíssima vitória de Novak em sua escalada ao topo, segundo torneio de Grand Slam do ano e igualando o feito de 14 Major com o norte-americano Pete Sampras.  Ano incrível de Novak Djokovic.

A vitória da fantástica, fulminante e graciosa Samurai Naomi Osaka

Venho comentando há algum tempo que a japonesa seria uma gigante e que ganharia um Major em breve. Acertei no prognóstico.

Uma capacidade de foco incrível, intensidade, recuperação emocional imediata depois de um ponto perdido, motivação, coragem, movimentação de pernas capaz de chegar nas bolas mais difíceis e fazer uma grande jogada, além da humildade, que fez e fará com que Naomi seja uma das melhores jogadoras Tops do circuito, com grandes conquistas ainda por vir. Podem esperar que vem muito mais de Naomi Osaka.

Fora da quadra uma menina com seus sonhos. Na quadra, ela se transforma numa das maiores competidoras e guerreiras que já vi. Dominou o jogo desde o início contra a norte-americana Serena Williams e mesmo que não houvessem os problemas criados pela veterana, Osaka teria vencido igualmente.

Total mérito da vitória da jovem tenista do Japão contra uma decepcionante Serena. Não como jogadora, mas como pessoa. Vendo que perdia totalmente as rédeas do jogo, apoiou-se em decisões acertadas do juiz de cadeira Carlos Ramos: primeiro uma advertência de coaching do treinador (Ficou evidente que recebeu coaching, inclusive confessado por seu técnico após o jogo). A segunda advertência perdendo 1 ponto veio após espatifar uma raquete no chão, depois de ter seu saque quebrado. A terceira veio por xingar o juiz de ladrão em seu discurso acalorado contra a autoridade.

Serena chegou a apelar, falando que estava sendo punida por ser mulher e negra. Mencionou o fato de ser mãe, o que fugia totalmente a ocasião. Depois na entrevista acusou o juiz de sexismo. Queria ter razão, sem ter absolutamente nenhuma, no caso. Detalhe: O juiz foi totalmente apoiado pelo árbitro geral do torneio, que foi chamado por Serena em quadra. E depois também apoiado por uma carta dos organizadores do US Open.

O fato deixou Naomi Osaka totalmente constrangida na entrega de prêmios com toda essa palhaçada em quadra, mas não ofuscou o jogo brilhante da japonesa que todos nós pudemos assistir. Viva a nova detentora de seu primeiro Grand Slam, como chamo carinhosamente de SAMURAI Naomi Osaka.

Campeões do US Open 2018:

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