Prioridade: a palavra-chave

Saiba como dar prioridade adequada para o possível sucesso

Vejo sempre grandes discussões a respeito do que acontece com o tênis brasileiro, sempre falando de falta de projetos, confederação, federações etc.

Ok, temos dificuldades e problemas de verbas por parte de instituições.

Realmente, vivemos num país que carece muito de apoio aos esportes, apoio que deveria ser prioridade como forma educacional, pois todos sabemos os benefícios que trazem os esportes na vida das crianças e adolescentes.

Infelizmente, estamos anos-luz atrás da cultura esportiva de outros países, como os Estados Unidos.

Nos EUA, os pais investem no treinamento de seus filhos em qualquer esporte, visando uma bolsa de estudos que será paga pelo jovem defendendo as cores de sua universidade.

Excelente para os pais, que não terão ônus com a futura faculdade, e fantástico para o adolescente, que pagará sua faculdade, defendendo a universidade e jogando seu esporte favorito em alto nível.

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Vários grandes atletas profissionais, inclusive no tênis, saem de grandes universidades, onde a competição é duríssima.

Posteriormente, os bem sucedidos e formados nessas mesmas universidades doam robustas quantidades de dinheiro para que a universidade possa manter seu programa de recrutamento de atletas, enobrecendo toda a estrutura da universidade.

Mas vamos falar de nossa realidade aqui, pois precisamos fazer de um punhado de feijão uma feijoada.

Por aqui, temos inúmeras barreiras para jogadores prosperarem, a montanha sem dúvida é mais alta e íngreme.

Como escrevi mais acima, não podemos depender das instituições para ter sucesso no tênis. O apoio se restringe a poucos bem ranqueados pois a grana é limitada.

Vejo a Confederação Brasileira de Tênis, capitaneada pelo esforçado e competente Rafael Westrupp, fazendo parcerias e procurando fazer mágica para nosso esporte evoluir.

O problema é o resto da massa chegar a um lugar de destaque.

A possibilidade de praticar esportes em universidades aqui é inexistente.

Na maioria das escolas as crianças saem entre 15 e 17 horas, quase não sobrando tempo para uma prática mais regular nos esportes competitivos.

Nosso país felizmente ou infelizmente no caso para o tênis, tem fartura e abundância de distrações como opções para a garotada também.

Lembro muito bem na minha época, de meus irmãos e vários outros companheiros de circuito, quando crianças e adolescentes, íamos à escola metade do dia e o restante era no clube treinando.

Hoje em dia o tempo afunilou tudo, e agenda apertada na vida dessa garotada por conta de horários é mais dura do que a de alguns executivos.

Prioridade: essencial para o sucesso

A vida de nossa garotada tem mais exigências e a prática em alto nível tem que ser priorizada no tempo que sobra, para aqueles que realmente almejam destaque no tênis.

Com todas as distrações além da agenda apertada, vida social, festinhas, o foco nos treinos tem que ser prioridade. A escolha é inevitável para o sucesso.

Horários bem organizados, alimentação adequada, dormir cedo, treinos inclusive muitas vezes em finais de semana, maximizando o tempo, potencializando a evolução, tem que estar bem determinados.

Não temos a estrutura dos EUA e não esperem que isso acontecerá tão cedo.

O esforço e sacrifico aqui é muito maior para termos bons jogadores.

Se almejam chance de jogar em alto nível, tanto para ir a uma universidade fora do país ou, mais duro ainda, no circuito profissional, prioridade é a palavra-chave.

Ótimos treinos a todos.

Até a próxima.

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