Copa Davis 2019: esperança renovada

Devo admitir que não consegui assistir todos os jogos como gostaria. O que assisti me deu esperança de melhores dias a médio e longo prazo. Jaime como capitão teve que tomar uma decisão de acreditar no tênis brasileiro e do suporte que lhe foi prometido pela CBT, carta branca e poder executar o que sabe de melhor.

Além de sua incontestável participação como jogador de Davis, sejam nas simples ou duplas, levando o Brasil a 2 semifinais do grupo mundial, Jaime sempre teve um espírito de união, apoiando seus companheiros incondicionalmente.

Quando se participa de um grupo onde o resultado é o que interessa, as vaidades, o ego de cada jogador tem que ficar de lado. O capitão obrigatoriamente, tem que conquistar o respeito e admiração de todos para que na hora do vamos ver, na hora do apoio na quadra, o jogador confie no cara que está lhe falando o que fazer. Grande parte do peso do jogo é divido com o capitão, que no momento, é a pessoa junto na guerra. E acreditem: é uma guerra.

A Davis é uma competição totalmente atípica de outras. O que está em jogo é a vitória do país. Principalmente quando se joga em casa, no caso aqui, a torcida é um grande diferencial. O Jaime sabe como ninguém aproveitar esse apoio da torcida. Fazer o público jogar junto, trazer a energia positiva e motivacional para dentro da quadra. Podem ter certeza, os adversários sentem essa pressão.

Brasil Copa Davis 2019
Foto: Divulgação/ITF

Cada momento é crucial numa Davis. Desde a preparação na noite anterior, aquecimento no dia seguinte, os momentos que antecedem o jogo e o início do jogo. Deixar o jogador seguro, confiante e fazer com que administre a pressão que também irá enfrentar. Importantíssimo saber usar os momentos da partida, sentir o adversário, momentos de segurar a bronca e momentos de colocar muita pressão entre outros.

Com uma equipe nova, a participação do Jaime é como estar passando uma faculdade de tênis para a garotada. Ele não precisava da Davis no momento. Está muito bem nos EUA, onde confirmou o que escrevi acima, levando uma escola do zero a bicampeões do Estado da Florida e Campeões nacionais. Escrevi do zero, pois quando chegou o time eram meus 2 sobrinhos, Lucas e Eric, e mais 1 jogador.

Ele teve todo apoio da escola, reconhecimento e tempo para trabalhar. Certamente não esperavam em seus remotos sonhos que obteriam conquistas tão rápido. Jaime foi trabalhando duramente os jogadores que iam aparecendo, passando o imprescindível espírito de equipe, união e fizeram juntos acontecer as conquistas.

Esse mesmo espírito que está colocando mais uma vez em prática na Davis. Temos material a ser trabalhado. Jogadores novos que estão no time, possibilidade de inclusão de novos valores que irão aparecer e uma fantástica dupla que pode e muito passar sua experiência aos novos.

Mas principalmente um capitão que está entrando com seu coração, acreditando realmente em seu trabalho. Que essa primeira vitória seja o alicerce de um trabalho bem estruturado para um futuro de conquistas e que o tênis brasileiro possa brilhar novamente.

Que o tempo seja nosso aliado.

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