Roland Garros: Wawrinka prova sua resiliência com vitória épica

Estava pensando em escrever logo após a final do torneio, mas não me contive depois de assistir o jogo de Tsitsipas e Wawrinka. Me impressiona muito a capacidade, resiliência, determinação de caras como Federer, Nadal, Djokovic e temos que incluir sem dúvida Wawrinka, e me atrevo a antecipar Tsitsipas também como futuro nome nesse grupo.

O grego deixou sua marca neste ano no Slam francês. Mostrou determinação, talento, inteligência, versatilidade, e talvez o mais importante; os momentos que farão que ele fique lutando no circuito por muitos anos.

Mesmo perdendo, Stefanos, comentou o momento que ainda estava mastigando em sua cabeça, procurando entender os momentos fantásticos por que passou no jogo, com possibilidades de vitória, mas também o gosto amargo de ter perdido um jogo como esse.

A linha incrivelmente tênue entre uma grande comemoração e a dura sensação de ter deixado escapar um jogo como esse. Certamente ele sabe exatamente quando perdeu o jogo, naquele momento no 5/5 no quinto set onde segurou o braço em 2 momentos que custou o jogo.

O grego é muito inteligente e vai ajustando sua cabeça como um carro de fórmula 1. Sabe e sentiu que aquela decisão chave, aquele sentimento equivocado na hora de bater na bola custou muito caro. Tenho certeza que essa cicatriz importantíssima, será lembrada por ele, quando a mesma situação aparecer numa próxima oportunidade. Certamente aparecerá.

Essa foi a diferença para o experiente e fantástico jogador Stan Wawrinka. Para mim o backhand mais lindo do circuito. O suíço já tem a vitória de Roland Garros na prateleira de troféus, sabe o caminho das pedras e já passou inúmeras vezes pela situação de decisões que passou com o grego.

Jogou como um gigante que é. Talvez o momento mais crucial para ele, foi ter recuperado o primeiro game do quinto set, onde sacou em 0/40, conseguindo virar e vencer o game com 3 aces. Ganhar o saque ou perder, seria um peso enorme e muito importante naquele momento. Usou a capacidade mental de um top, e colocou todas as fichas na mesa, e acertou.

Demonstrou novamente no final, na hora crucial, que sabia exatamente o que teria que fazer e mostrou sua experiência ao grego levando o jogo e vitória incrível. No momento, estou aguardando seu jogo contra o Mestre dos Magos Federer.

Penso que mesmo que perca no próximo jogo para Federer, Stan passou um recado maravilhoso a todos. O amor incondicional pelo tênis, e que vale a pena lutar com toda sua garra, para viver e presenciar momentos, sentimentos e situações que ficarão marcados para sempre no seu coração.

Vamos acompanhando.

 

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