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Tennis & Business: a sinergia entre o mundo corporativo e nosso esporte

Tenho vários alunos em alto escalão no mundo das empresas e grandes negócios, vários com o poder final de decisão. Muitos aspectos se assemelham incrivelmente com as atitudes e raciocínio em quadra. Muitos deles, trabalham na construção de vários projetos e suas fases que englobam muitos milhões, onde a pressão é enorme.

No tênis, o tempo gasto em quadra, os exercícios que serão trabalhados, o treinamento físico e sua evolução, montagem do calendário, fazem parte do processo não só de um jogador profissional, bem como de um jogador amador que queira evoluir. A escolha de um staff como vemos no circuito profissional hoje em dia, tem um peso enorme.

Um exemplo recente, foi a inclusão do australiano Darren Cahil no time do italiano Jannik Sinner. Após
a inclusão de Cahil, a evolução e complemento no jogo do italiano foi notável. Numa empresa, a escolha dos membros e suas funções, é crucial, para que a engrenagem siga em harmonia para o objetivo final.

A gestão das pessoas, o transitar e observar estrategicamente o decorrer do dia, decisões a todo instante, determinam a rapidez ou lentidão, culminado em otimização de dinheiro e tempo.

Numa partida de tênis, o profissional precisa estar completamente focado no andamento do jogo, seguir sua estratégia inicial combinada com seu técnico e observar constantemente as alterações, fazendo os ajustes, seguindo ao objetivo final a ser alcançado.

O sucesso precisa ser administrado a todo segundo, pois um lapso momentâneo, uma engrenagem que pare de funcionar, pode custar muito caro numa empresa bem como em um jogo de tênis.

Um grande gestor não perde o foco. Ele precisa estar atento, tomar as decisões assertivamente e os ajustes funcionais até a conclusão precisam ser observados. Saber assimilar, metabolizar a pressão, ter a referência de usar a energia para ir adiante, faz parte do dia-a-dia de um grande executivo e também de um jogador de tênis. Aí é que “a porca torce o rabo”, rsss.

Tenho grandes e renomados alunos no mundo corporativo que lidam com bilhões de dólares, uma pressão incrível por serem assertivos em suas decisões e que realizam seu trabalho, como se fosse um passeio, mas na quadra de tênis. Alguns alunos (não irei generalizar) simplesmente congelam e não conseguem desenvoltura, quando a palavra ‘PLAY’ é pronunciada.

Brinco muito com eles e comento que precisam usar o mesmo sentimento decisório que têm na empresa, numa quadra de tênis. Geralmente, a resposta deles é: “Quando a maldita bolinha de tênis vem em minha direção, o inferno começa, pois inúmeros pensamentos vem à mente e preciso decidir o que fazer, principalmente bater acelerando o braço, fica complicado”.

No tênis, o fato de na hora “H”, tudo depender somente de você, pesa demais. Nos dois mundos, o trabalho interior, lidar com o mental, emocional e adaptativo, fazem parte do dia-a-dia. Se tivermos a capacidade de levar a experiência em quadra para o escritório, e vice-versa, certamente será uma mistura bem interessante.

Pessoal do mundo corporativo que joga tênis, mãos à obra trabalhar essas referências e certamente vocês terão bons resultados.

Um abraço e até a próxima.

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