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Jasmine Paolini: exemplo no sorriso e na atitude

O circuito profissional é extremamente exigente, a pressão é constante semana após semana. Muito se fala em saúde mental, psicólogos a tira colo junto aos jogadores, atletas claramente falando de depressão, burnout, stress e muito mais situações de desgaste.

Assistindo aos jogos, vejo muitos jogadores que realmente passam a imagem de sofrimento, raiva, frustração. Certamente o amor ao tênis é o que motiva a seguir uma carreira duríssima e com risco gigante sempre. Várias carreiras promissoras foram encerradas por conta de leões limitadoras. Muitas vezes os atletas se esquecem ou deixam de priorizar o maior motivo de estarem em quadra e nos torneios.

O sonho vem desde pequenos quando começam a dar suas primeiras raquetadas, a paixão é desperta onde a criança mal consegue esperar o momento do dia para estar em quadra. E quando estão em quadra, o sorriso no rosto é constante. Talvez não só no tênis, mais em várias outras paixões na vida, muitos se esquecem do real motivo de seguirem e decidirem por determinado caminho.


A italiana Jasmine Paolini me inspirou a escrever essa matéria. Seu sorriso me ganhou de cara. Ela transmite uma alegria de criança, transborda felicidade de estar curtindo cada momento do que está fazendo, sem se preocupar com mais nada.

A referência que ela me passa é que deseja aproveitar cada segundo de tudo o que está acontecendo, vivenciando ao máximo o presente. Quando se tem esse referencial presente e constante, não existe stress, monotonia, cansaço mental.

O prazer recicla qualquer possível bloqueio. Jasmine me passa a sensação de que o resultado, se vier, fantástico, mas caso não venha, tudo certo, vida que segue e vamos ser felizes.


A italiana nesse sentido é totalmente fora da curva e todos os outros jogadores deveriam observá-la de perto. Se mantiver essa atitude, conseguirá muitos mais resultados de peso. O feito de ter chegado seguidamente em duas finais de Grand Slam, em pisos totalmente diferentes num curto espaço de tempo, impressiona demais.


Em ambos os casos, ela declarou que estava realizando seu sonho de infância. A alma feliz não tem barreiras físicas, pode tudo. Durante o jogo em diversas ocasiões estampava um largo sorriso, tanto em jogadas que realizava, bem como em jogadas de suas adversárias.

Torço para que Jasmine continue a presentear o mundo com sua atitude, seu sorriso, um exemplo magnífico que esquecemos muitas vezes, o real princípio do porque escolhemos e seguimos determinados caminhos, a alegria de ser na totalidade.

Viva Jasmine, a tenista sorriso 🙂
Abraços e até a próxima.

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